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Juara/MT - 21 de Abril de 2018
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 PolĂ­tica
     
Estado de MT teve prejuízo de R$ 120 milhÔes só com compra dos vagÔes do VLT

Imagem:Reprodução 


DIEGO FREDERICI 


O Governo de Mato Grosso teve um prejuízo de R$ 120 milhões somente na compra dos vagões do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Segundo informações da Polícia Federal, o secretário da Secopa-MT, Maurício Guimarães, na gestão Silval Barbosa (PMDB), "adquiriu mais vagões do que o necessário para a disposição do serviço de VLT".

A denúncia é parte do inquérito da Polícia Federal utilizado pelo juiz da Sétima Vara Judiciária de Mato Grosso, Paulo César Sodré, que autorizou a deflagração nesta quarta-feira da "Operação Descarrilho", que apura fraudes no processo de licitação para escolha do modal de transporte, além de sua implantação em Cuiabá e Várzea Grande. Os órgãos de controle chegaram ao montante utilizando informações levantadas pela Controladoria-Geral do Estado (CGE) após auditoria técnica da empresa KPMG, já na gestão do governador Pedro Taques (PSDB).A PF assinala que houve um claro desvio de recursos públicos. “Mediante análise técnica da Controladoria-Geral do Estado, de auditoria técnica empreendida pela empresa KPMG e pelos relatórios da gerenciadora das obras do VLT, constata-se claramente que, nas obras do VLT, o então Secretário Extraordinário da Copa, Maurício Guimarães, na condição de ordenador de despesa, adquiriu mais vagões do que o necessário para a disposição do serviço de VLT causando prejuízo aos cofres públicos no montante de aproximadamente R$ 120 milhões”, diz trecho do inquérito.

O recurso milionário é parte dos pagamentos adiantados pelo Governo do Estado a empresa espanhola CARF. Só de material rodante, adquirido segundo informações do inquérito em número superior ao necessários para operação do serviço, foram gastos R$ 497,9 milhões.

Os vagões do VLT foram adquiridos em 2012 e começaram a chegar em Cuiabá no ano de 2013. Eles nunca foram utilizados, uma vez que a estrutura de trilhos e de alimentação por energia elétrica, além da sinalização e adequações nas vias utilizadas pelo sistema de transporte sobre trilhos, já deveriam estar prontas. As obras, porém, foram paralisadas ainda na gestão Silval Barbosa em dezembro de 2014 e desde então está travada pela Justiça Federal.A atual gestão do Governo de Mato Grosso tentou um acordo com os Ministérios Públicos Estadual e Federal. Porém, os órgãos ministeriais não aceitaram a primeira versão da proposta, apresentada em maio de 2017.

Com a deflagração da “Operação Descarrilho”, o projeto do VLT, que atenderia Cuiabá e Várzea Grande, tornou-se um sonho distante para os moradores das duas maiores cidades do Estado. O Esatdo decidiu hoje suspender as negociações com o Consórcio.

 

 




Fonte: Folhamax
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