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Juara/MT - 14 de Agosto de 2018
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Veridiana Bonfim Boasek

Violência Doméstica: não podemos nos calar!!!

 Hoje no Brasil cinco mulheres são espancadas a cada 2 minutos, em 80% dos casos pelo parceiro (marido, namorado ou ex). Nos últimos 10 anos 45 mil mulheres foram assassinadas no Brasil, doze mulheres morrem todos os dias no país vítimas do feminicídio,ou seja, casos de mulheres mortas em crimes de ódio motivados pela condição de gênero, o Mato Grosso é o estado com a maior taxa de feminicídio: 4,6 a cada 100 mil mulheres. A maioria desses assassinatos são decorrentes de violência doméstica e de relacionamentos abusivos, quando o parceiro não aceita a separação, o que muitas vezes motiva o crime. Mesmo com a crescente disseminação dos dados pela mídia, eles ainda não são dados concretos, pois devido a cultura machista e a desigualdade entre homens e mulheres esse é um tipo de crime encoberto, alimentado pelo pacto de silêncio dentro das famílias. No ano de 2006 o Congresso Nacional aprovou a lei nº 11.340/2006 ou Lei Maria da Penha, que conceitua a violência doméstica como qualquer ação ou omissão que cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial à mulher, não restringindo a violência doméstica somente às relações amorosas, mas que pode haver violência doméstica independente do parentesco, ou seja, o agressor pode ser qualquer outro membro da família, desde que a vitima seja uma mulher, em qualquer idade ou classe social.


Alguns exemplos de violência doméstica, de acordo com a Lei Maria da Penha que descreve cinco tipos de violência que a mulher pode sofrer: a violência psicológica é falar xingamentos, humilhações, ameaças, intimidações, criticas, deboches, controle, chantagens para reprimir a mulher; a violência física é bater, espancar, empurrar, torturar, mutilar, puxar os cabelos causando danos físico e até a morte; a violência patrimonial é controlar ou reter o dinheiro e documentos, causar danos a objetos e bens materiais; a violência moral é fazer comentários ofensivos na frente de estranhos, expor a vida sexual nas redes sociais, inventar histórias com o intuito de diminuir a mulher; e a violência sexual é forçar relações sexuais, fazer olhar materiais pornográficos sem ela querer, obrigar a fazer sexo com outras pessoas, forçar engravidar ou abortar.


O relacionamento abusivo é quando o parceiro se acha no direito de controlar a vida e as escolhas da parceira, ele não respeita ser contrariado, inclusive durante o sexo, ele usa força física para segurar e “acalmar”, deixando hematomas, ele diz que nunca ninguém vai amar, aceitar e querer além dele, ele não gosta quando a parceira conquista algo, não gosta que ela fale com outras pessoas, faz sentir que a culpa é dela por ele ser agressivo ou ameaçador, ele desconta a raiva batendo em mesas, portas ou objetos, ele grita, e quando chega a agredir ele promete que nunca mais vai fazer isso, mas volta a fazer, e isso se torna um ciclo. E a mulher permanece no relacionamento por medo, por acreditar que é normal,medo de ser exposta, vergonha, baixa autoestima, por pressão social, por razoes religiosas,pelos filhos, por insegurança, por dependência financeira e por falta de apoio ou suporte.Em ambos os casos as consequências psicológicas são seríssimas, então se alguma conhecida, amiga ou familiar está sofrendo violência doméstica ou está em um relacionamento abusivo, em primeiro lugar não julgue, seja o suporte que essa pessoa precisa, ofereça e procure ajuda. Se for você não se cale, procure ajuda, denuncie. É importante também procurar ajuda psicológica, este é o profissional que vai te ajudar a superar traumas,conflitos e angustias decorrentes dessas situações.

 


Veridiana Bonfim Boasek

Psicóloga

CRP-18/03985

Atendimento de jovens e adultos

Contato para agendamentos: 66 3556 5456/99991 6383
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